Vendas maiores para 42% dos lojistas

Texto: Redação Revista Anamaco


A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) acaba de divulgar o resultado da pesquisa Termômetro Anamaco de agosto, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Segundo o estudo, nos últimos três meses, em nível nacional, a percepção dos varejistas com as vendas ficou bem próxima à registrada em julho. A pesquisa aponta que para 54% dos entrevistados, as vendas aumentaram, mesmo percentual do mês anterior. Já a queda ou manutenção das vendas oscilaram apenas um ponto percentual, passando de 10% para 11% e de 36% para 35%, respectivamente.


Entre julho e agosto, o crescimento nas vendas no Sudeste passou de 52% para 46%. O mesmo tipo de oscilação foi registrado no Norte (de 64% para 53%) e Centro Oeste (de 62% para 57%). Em sentido oposto, a alta nos últimos três meses anteriores à pesquisa subiu entre julho e agosto no Nordeste (de 57% para 69%) e no Sul (de 50% para 57%).

Considerando os varejistas segundo a principal categoria de produto comercializada em cada estabelecimento, também foi possível notar algumas alterações na passagem de um mês para outro. Assim, o incremento nas vendas nos últimos três meses recuou, ligeiramente, nos segmentos de produtos básicos (de 58% para 54%) e pintura (de 47% para 45%). Já a elevação nas vendas foi sentida em material elétrico (de 41% para 54%), material hidráulico (de 49% para 58%) e revestimentos cerâmicos (de 68% para 73%).

Na avaliação mensal, ou seja, quando o assunto foram as vendas em agosto, 42% dos lojistas disseram que as vendas cresceram, um recuo sobre os 56% apurados no estudo anterior. Já a queda subiu de 9% para 20%.

O levantamento aponta que a desaceleração no percentual de crescimento, no último mês, foi generalizada, atingindo a todas as regiões do País. Esse indicador passou de 48% para 32% no Sudeste; de 63% para 44% no Sul; de 72% para 46% no Norte; de 63% para 60% no Nordeste; e de 63% para 49% no Centro-Oeste.

Considerando as empresas segundo as principais categorias de produtos vendidos, também foram observados recuos importantes no nível de otimismo, muito embora a indicação de crescimento ainda seja predominante. Nos segmentos de produtos básicos e de material hidráulico, a percepção de estabilidade das vendas em agosto frente ao mês anterior superou as assinalações de crescimento.

O setor que se manteve em níveis bastante altos de otimismo foi o de revestimentos cerâmicos, com 60% de indicações de crescimento. O outro destaque, no mesmo sentido, foram os varejistas especializados em material elétrico: 47% de respostas indicando alta nas vendas no mês. Quando se observa o total das respostas, independentemente da especialidade de cada varejista, os maiores crescimentos de vendas em agosto continuaram sendo sentidos em produtos básicos: 33% das empresas consultadas reportaram que foi a categoria com maior alta, contra 30% no mês anterior.

Seguindo um padrão sazonal típico do segundo semestre, as vendas de tintas e vernizes apareceram com 25% de indicações de destaque nas vendas de agosto, contra 21% no mês anterior.

O estudo mostra que as expectativas para o comportamento das vendas nos próximos três meses se mantiveram no nível otimista, com 46% dos entrevistados indicando perspectiva de alta. Ainda assim, houve um pequeno recuo frente aos resultados do mês anterior, quando a expectativa de alta era de 48%.

No Sudeste, o percentual de assinalações de estabilidade nas vendas nos meses à frente superou o de indicações de crescimento: 41% contra 40%, respectivamente. Perfil semelhante foi registrado no Centro-Oeste: 45% de assinalações de estabilidade à frente contra 41% de perspectiva de crescimento. Níveis elevados de expectativas de alta nas vendas foram registrados nas regiões Sul (53%), Norte (51%) e Nordeste (53%).

No que se refere às categorias de produtos, os mais otimistas quanto ao comportamento futuro das vendas foram os especializados em material elétrico e pintura (54% esperam por alta).

As expectativas dos varejistas quanto às medidas do governo para os próximos 12 meses também oscilaram em agosto. O otimismo quanto a essas ações recuou de 64% em julho para 60% em agosto. Os pessimistas passaram de 15% para 16%, enquanto os indiferentes foram de 20% para 24% no mesmo período.

Nesse cenário, as regiões com maiores níveis de otimismo em agosto foram o Centro-Oeste (72%), seguido de Sul (70%) e Norte (65%). Os menores níveis de otimismo foram registrados no Sudeste (52%) e Nordeste (64%).