VENDAS DE CIMENTO INICIAM 2021 COM CRESCIMENTO, APURA SNIC

Dados apurados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC) mostram que a indústria do cimento registrou um início de ano com desempenho favorável. Em janeiro, as vendas do insumo no Brasil totalizaram pouco mais de cinco milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 10,5% em relação ao mesmo mês de 2020.


De acordo com a entidade, a venda do produto por dia útil no período foi de 223,6 mil toneladas, aumento de 7,3% comparado ao mês anterior e de 17,5% em relação a janeiro de 2020. Esse indicador que considera o número de dias trabalhados tem forte influência no consumo de cimento. Os principais indutores desse crescimento da atividade em janeiro foram as condições climáticas favoráveis de maneira geral, a manutenção das obras imobiliárias e as últimas liberações do auxílio emergencial apoiando a autoconstrução.


Ademais, a baixa performance das vendas em janeiro de 2020, em razão das fortes chuvas, resultou numa base fraca sobre a qual o desempenho deste ano acabou favorecido. "A expectativa é de que o baixo desempenho do primeiro quadrimestre do ano passado seja uma referência sobre o qual tenhamos resultados mais vigorosos até abril deste ano”, comenta Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.


Na sua avaliação, o grande desafio do setor do cimento em 2021 será superar a performance que o segmento teve a partir de maio de 2020, responsável em trazer de volta o patamar de comercialização de 60 milhões de toneladas, equivale às vendas anualizadas em meados de 2016. “Mas não há de se falar em desenvolvimento sem um programa vigoroso de vacinação e o avanço das reformas, com destaque para a tributária, administrativa e PEC emergencial”, completa.


Segundo o estudo, a Região Norte foi a única que registrou queda de vendas de cimento: 14%, em razão do agravamento da crise sanitária, que causou a restrição de circulação e a consequente desaceleração das atividades econômicas, particularmente da construção civil.