Resultados Semana do Brasil no Varejo

Por Cristiane Mancini*


De 6 a 15 de setembro de 2019 foi instituída pelo governo federal a primeira “Semana do Brasil”, uma data que visa movimentar a economia brasileira, para gerar oportunidades para quem produz e comercializa bens e serviços, incentivando o consumo com descontos.


A semana é referente a semana do dia 7 de setembro, data em que se celebra a Independência do Brasil e possui como slogan “Vamos valorizar o que é nosso” e é inspirada em campanhas de varejo de outros países, como os Estados Unidos. A proposta pretende alavancar a confiança para este e para os próximos meses do ano vigente.


Uma parceria do governo com o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) mobilizou, nos últimos meses, diferentes segmentos do varejo, comércio e serviços, para que buscassem as melhores formas de viabilizar as ações promocionais.


Mais de 4,5 mil empresas dos setores varejista, imobiliário, de publicidade e de comunicação participam da iniciativa, como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa pública do governo federal.


Primeiros resultados


Segundo a Secom, com base em análise produzida pela Cielo, os dados preliminares da Campanha Semana do Brasil apontam que no período de 6 a 9 de setembro houve crescimento em torno de 12%. Os dados finais serão divulgados na semana do dia 23 do mesmo mês.

Até o momento, a Pesquisa Mensal do Comércio produzida pelo IBGE, do mês de julho, último dado oficial disponível, mostram lenta melhora das vendas, apenas 1,2% acumulado nos primeiros sete meses do ano.


Segundo o levantamento feito pela empresa de serviços financeiros Cielo, as vendas contribuíram os setores de cosméticos, que registraram aumento de 19%; móveis e eletrônicos, com 16%; supermercados, 13%, e vestuário, 7%. O crescimento foi medido em comparação às médias de dias regulares do primeiro semestre de 2019.


No setor imobiliário, desde o início da campanha, foi registrada uma adesão expressiva de incorporadoras, com mais de 50 empresas anunciando “1 ano de condomínio grátis” apenas na cidade de São Paulo. Houve aumento de visitas aos estandes e negócios estão sendo realizados.


Perspectivas


Existem óticas diferentes no mesmo País. Existem oportunidades de crescimento sustentável e ainda muitos desafios conjunturais e estruturais. Há incentivo ao empreendedorismo, já que inclusive é a única oportunidade de remuneração para alguns/as. A taxa de desemprego reduziu pouco e boa parte a redução é justificada pelo aumento da informalidade e das novas configurações de emprego no país e no mundo. Há muito empenho e novos negócios no interior do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e muitas outras regiões.


A retomada econômica e o sucesso ou insucesso da nova data para o comércio, depende de um conjunto de ações que incentivam a confiança, o comércio e a indústria. Nenhuma ação isolada é suficientemente boa para alavancar uma economia.


*Cristiane Mancini é economista pela PUC-SP e docente das Faculdades Integradas Rio Branco.


Fonte: Negócios em Movimento