LOW TOUCH - Mundo pós-COVID deve abraçar a "economia de pouco contato"

Embora haja muitas previsões sobre um futuro próximo – algumas otimistas e outras catastróficas –, o equilíbrio entre esses extremos nos leva a concluir que pouco se sabe sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre a rotina e as formas de interação social, em médio e longo prazo. Seria prematuro desenhar um cenário.


O mundo ainda espera respostas efetivas da ciência para definir o ritmo de interrupção das quarentenas, da reabertura integral do comércio e das escolas, entre outras tantas atividades paralisadas. No entanto, a partir da nossa curadoria, é possível afirmar que o mundo pós-Covid-19 terá uma economia formada por novos hábitos e regulamentos, baseados na interação limitada, nos deslocamentos somente quando necessários e em restrições mais rígidas de higiene. Novos hábitos e dinâmicas de trabalho devem se fortalecer, como home office, e-commerce e mais práticas da chamada low touch economy.




O termo é utilizado para o fluxo de capital que não depende de um contato direto entre as pessoas. Esse modelo de negócios vem crescendo exponencialmente nos últimos anos e, após a pandemia do novo coronavírus, deve ser assimilado pela maioria das indústrias. 

LOW TOUCH ECONOMY LOW TOUCH ECONOMY Para encerrar essa narrativa sobre o poder da inovação para gerir marcas e negócios em um mundo cada vez mais complexo, quatro insights da low touch economy servem como lanterna para um futuro imprevisível, mas, pelo menos por enquanto, com menos contatos físicos. 


1. AUMENTO DO TRABALHO REMOTO


Empresas e profissionais deverão avaliar com mais critério e cuidado as reais necessidades da presença física, das reuniões presenciais e dos deslocamentos. Sempre que possível, faremos a pergunta: esse desafio não pode ser resolvido com uma videoconferência, em vez da viagem ou da reunião no escritório? 


2. CRESCIMENTO DO E-COMMERCE


Com circulação limitada e interações mais restritas, o comércio pelos canais digitais tende a crescer e se consolidar como alternativa para varejistas de todas as áreas. Nesse contexto, deve se verificar o fortalecimento dos marketplaces que abrem espaço para médios e pequenos comerciantes. A popularidade dos smart speakers e outros objetos conectados poderá impulsionar esse movimento. 


3. ACELERAÇÃO DAS TECNOLOGIAS AUTÔNOMAS


Drones, veículos autônomos, caixas automáticos e quadriciclos que fazem entregas sem a interferência humana. São muitos os exemplos de interfaces que funcionam com tecnologias autônomas e que, a partir da pandemia, devem ter sua implementação acelerada. Governos e iniciativa privada deverão investir na preparação dos centros urbanos para que essas inovações dividam espaço com pessoas em harmonia. 


4. MAIS CONSCIÊNCIA COLETIVA


Decisões tomadas hoje são responsáveis por um futuro mais saudável para a sociedade, a economia e o meio ambiente. Diante de um mundo que vê animais silvestres andando por ruas vazias das cidades, rios antes poluídos com peixes nadando em águas translúcidas e a camada de poluição perdendo força gradual nos céus das metrópoles, a retomada póscovid-19 poderá ser guiada por uma consciência coletiva e o equilíbrio entre lucro e impacto ambiental. Que o sentido dessas imagens que percorrem o mundo pela imprensa e plataformas seja uma provocação

Fonte - uol ad_lab