Associativismo: entenda como o modelo beneficia pequenas e médias empresas

Em plena expansão, modelo de negócios apresenta crescimento acima do mercado gaúcho

O cenário de colaboração se torna ainda mais importante desde a chegada da pandemia da Covid-19. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em 2020, o PIB brasileiro registrou uma queda de 4,1% em comparação a 2019. Fortalecer os pequenos e médios negócios por meio da união pode ser crucial nesta retomada.

Para isso, o modelo do associativismo torna-se um ponto chave neste momento, com a busca por colaboração entre empresas que têm objetivos em comum para reduzir o custo operacional, melhores condições de prazo e preço, e estímulo do desenvolvimento técnico de profissionais por meio do auxílio mútuo.


Neste ecossistema, os associados se tornam donos do próprio negócio na região onde vivem.

A principal ideia do modelo dentro das comunidades, de acordo com a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias, é entender as necessidades das pessoas e se tornar uma marca local forte e presente. Uma das principais ações é a realização de compras conjuntas entre associados, que proporcionam maior poder de negociação e acesso a grandes fornecedores, fortalecendo o mix de produtos e suprindo as necessidades dos clientes.


Dentro deste modelo de negócios, os associados contam com suporte e treinamento completo inspirados em pilares essenciais para o desenvolvimento: gestão, área comercial e marketing, como explica Rodrigo Mezzomo, sócio proprietário da Vida Farmácias em Sananduva.


– No associativismo, a participação do associado é de suma importância para o seu próprio desenvolvimento. É como em uma academia: você está inscrito e tem ao seu dispor todos os equipamentos e instrutores, mas o seu desenvolvimento dependerá do quanto você irá se dedicar a utilizá-los – aponta.


Outra vantagem é a capacitação, tanto dos profissionais quanto dos empresários, proporcionando uma melhor gestão e qualidade no trabalho e no atendimento ao público. Os associados também recebem as recomendações visuais e de uniformização para atrair mais os clientes e padronizar processos por meio da informatização, além de treinamentos de equipe e gestão.


– Entregamos devolutivas de gestão todos os meses. Nossos "anjos" retornam às lojas para que juntos façamos análises comparando o mercado gaúcho e nacional com a realidade da loja, mostrando a eles onde podem crescer e melhorar sua gestão – relata Marcelo Pereira, presidente da Vida Farmácias.

Um case de sucesso


A Vida Farmácias trabalha juntamente ao associativismo e já conta com mais de 200 lojas espalhadas por 140 municípios do Rio Grande do Sul. Em plena expansão, o grupo apresentou um grande desenvolvimento nos últimos meses. Só em maio deste ano, o crescimento foi de 108% a mais do que no restante do mercado gaúcho, e 55% maior do que no mercado nacional. Na venda de medicamentos, esse percentual foi de 46% e 112% nos demais produtos.


– A loja deixa de ser vista individualmente e passa a ser reconhecida como uma rede com visibilidade estadual. Além dos clientes perceberem, o próprio mercado farmacêutico faz esta distinção e nós, como gestores, organizamos essa parceria – afirma o presidente, Marcelo Pereira.


No modelo do associativismo, os parceiros recebem orientações quanto a identidade da loja, gestão e marketing para avançar nos negócios. Além disso, a Vida Farmácias executa treinamentos e negociações com players de mercado que, de acordo com Pereira, não existiriam individualmente antes.


– Atualmente, agregamos ao nosso propósito a gestão administrativa, adquirimos inúmeras ferramentas de gestão e entregamos ao nosso associado uma expertise em todas as áreas necessárias para que ele obtenha melhores resultados – conclui.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/conteudo-publicitario/2021/10/associativismo-entenda-como-o-modelo-beneficia-pequenas-e-medias-empresas-ckusq01aq008g019mb809fzk9.html